O Brasil teve novo recorde histórico nas exportações de arroz. Segundo o diretor Comercial do Irga, Rubens Silveira, o volume ultrapassou 122 mil toneladas em agosto, base casca. E, no acumulado do ano agrícola (últimos seis meses), foram cerca de 400 mil toneladas, ou seja, 57% da meta prevista de 700 mil toneladas, com crescimento de 153% sobre igual período do ano anterior. Do total exportado no mês de agosto, o Rio Grande do Sul contribuiu com 83% através do Porto de Rio Grande.
Em setembro de 2008, está prevista a conclusão das obras no Terminal de Exportação da Companhia Estadual de Silos e Armazéns - Cesa, o que permitirá maior agilidade na logística para as operações externas. Os principais destinos do produto brasileiro foram: Mauritânia com 23 mil toneladas e Senegal com 23,8 mil toneladas.
Entre os destaques, está a abertura de mercado de Cuba com exportação de 32,2 mil toneladas de arroz beneficiado e a operação com a Venezuela de 17,3 mil toneladas de arroz em casca e 8 mil toneladas de arroz beneficiado. Para o assessor de mercado do Irga, Marco Tavares, o Brasil cada vez mais se consolida como importante player no mercado mundial, ampliando o seu importante portfólio de clientes.
Desta forma, o país ganha mercados, principalmente com o arroz beneficiado, que além de agregar valor ao produto, é possuidor de uma qualidade diferenciada no competitivo mercado internacional. No caminho inverso, as importações atingiram apenas 45 mil toneladas em agosto o que corresponde a 37% do total das exportações. Nos últimos seis meses as importações alcançaram 228 mil toneladas, ou 38% da meta prevista de 600 mil toneladas anuais.
O superávit, histórico, entre exportação e importação é de 170 mil toneladas, o que projeta para o ano safra consolidar esta tendência. Para Silveira, as exportações foram significativamente superiores nos últimos anos e as importações reduziram. O cenário evidencia que o setor arrozeiro está atento ao que o mercado internacional pode oferecer. 'Se as metas forem atingidas, o Brasil ficará entre os 10 maiores exportadores do mundo', conclui.
G1