BNB anuncia que deve contratar R$ 248 milhões em negócios
publicado em 22/09/2008

Investimentos aplicados em projetos de desenvolvimento são a tona no Norte de Minas Gerais. Depois de o banco do Nordeste ter provocado os projetistas a melhor elaborar seus projetos visando aportar recursos para estruturar o negócio de muitos norte-mineiros parece que ficou entendido que promover a sustentabilidade e liberar recursos é a vontade de todos envolvidos nas cadeias produtivas do gerais.

No início do ano até agora, conforme dados da assessoria de comunicação do BNB para os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, as aplicações com recursos do FNE- Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste -tiveram um crescimento de 90% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de R$ 85,9 milhões para R$ 163,26 milhões em recursos aplicados no Estado, nas regiões do Vale do Mucuri, Jequitinhonha e Norte de Minas, área de atuação mineira do BNB.

O superintendente José Mendes Batista conta que, atualmente, a Superintendência para os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo conta com R$ 275 milhões de operações em carteira; até outubro, a Super MG/ES deverá contratar R$ 248 milhões em negócios que já se encontram em tramitação. Os maiores destaques são para os setores de silvicultura, indústria sulcro-alcooleira e alimentos.

- A proposta de aplicação regional dos recursos do FNE é fruto das discussões realizadas em cada estado com os governos estaduais, representantes dos setores produtivos, sociedade civil organizada e movimentos sociais.

PRODUÇÃO

A movimentação tanto econômica quanto de produção efetivamente que circula nos setores do comércio, indústria, fruticultura, etanol e oleaginosas tem demando geração de tecnologia e necessidade de novos créditos. Tanto que só pelos números de aplicação de recursos nas mais variadas cadeias produtivas, já citadas aqui, cresceu antes mesmo que o ano de 2008 finde cerca de 90%. Meta de negócios praticamente batida pelo BNB.

Apesar disso, o cenário econômico tem variado e alguns setores têm sentido de perto o retorno. Felizmente o Brasil está em uma de suas melhores fases com a produção intensiva de oleaginosas para obtenção do biodiesel tão visado pelos países de primeiro mundo, os chamados desenvolvidos. Sem contar o bom momento do etanol, igualmente menina dos olhos do governo brasileiro e aposta de ganhos financeiros, de acordo com especialistas. O que ainda tem empacado o crescimento é a inflação que a cada como bem frisa o vice-presidente da república, José Alencar está a sufocar os brasileirinhos assalariados. Desde o início do ano, apesar do aumento do investimento no plano safra mais alimentos, da ordem de R$ 1,4 bilhão, os produtores têm enfrentado diversas barreiras para sustentar a lavoura. Fora da famosa porteira, os produtos estão sendo cotados a preços exorbitantes, conforme pode se notar nos preços da carne, arroz e feijão que desde janeiro tem pesado no bolso na hora das compras do mês.

CARNE, FEIJÃO E ARROZ

Nos dois índices, as principais altas vieram do arroz e das carnes. Na projeção dos economistas, os preços do arroz estão começando a dar sinais de um discreto alívio, movimento oposto ao mostrado pelas carnes, que enfrentam o período de entressafra no segundo semestre.

- O arroz está perdendo força, disse Quadros, ponderando que essa pressão pode ser substituída por outra: o feijão.

O cenário para os alimentos no segundo semestre é menos pressionado que na primeira metade do ano, afirmou Nakane, da Fipe, calculando que em São Paulo os preços desse grupo fecharam o primeiro semestre com alta de 8 por cento. Entre os alívios à frente, está a safra brasileira da soja.

Com isso, os analistas projetam inflação também menor. Para o IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o indicador referencial do sistema de metas, o economista-chefe do Bis Investimento, Jankiel Santos, espera taxa média mensal de 0,40 por cento, abaixo do valor médio de 0,57 por cento nos cinco primeiros meses do ano.

No entanto, a agricultura e a agropecuária do Norte de Minas têm sobrevivido a estas constantes alterações. Alguns produtores alegam que a inflação e a dificuldade de acesso ao crédito também são fatores que atrapalham o crescimento de seus negócios. O que se espera é que os recursos do FNE tanto quanto do Pronaf- Programa nacional de fortalecimento da agricultura familiar atenda a todos a contento, conforme prevê o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Autora- Valéria Esteves

Fonte- Site do Jornao O Norte de Minas




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